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A falsa vida que a gente quer.

Minha vida sempre foi um tanto quanto conturbada, inclusive minha relação com a minha mãe. Durante muito tempo senti falta de conversas, apoios, essas coisas que vemos na televisão. sabe? Agora, caminhando ao amadurecimento, percebi que minha frustração se deu por conta da idealização. É um perigo colocar expectativa, idealizar o outro. Primeiro porque nem a gente consegue ser perfeito, então porque esperar isso de outrem? E outra porque nossas expectativas nunca são fiéis a realidade, isso porque muitas de nossas vontades vêm de um mundo virtual. Quando nos aborrecemos ao comparar nossa família com a do comercial de margarina ou Coca-Cola, por exemplo, estamos sendo cruéis, já que tudo ali provém de um cenário combinado, foi tudo ensaiado, planejado. Sabemos que, na realidade, a vida não funciona assim. Não temos tempo, e sequer direito, de convocar as pessoas e chamar para um ensaio para a ceia de Natal, entende? Até porque, qual essência esse momento transmitiria? As coisas não são ...

Qual defeito te sustenta?

Certa vez, um grande amigo me disse que uma mudança por si próprio é real e válida, agora, mudar por outra pessoa é pura ilusão. Incrível como nunca tinha me dado conta disso. Em meus devaneios concluí, mesmo por ora, que ainda que a intenção seja boa, você será mais um falso se mudar por alguém. Aliás, não há mudança nisso, há máscaras, mentiras, mas só. Você se maquia, esconde imperfeições, mas não as corta pela raiz, não é algo genuíno. Você se disfarça para as pessoas. É como tampar o Sol com peneira, ou fazer uma viagem muito longa, em pé, num trem: uma hora cansa. E quando você cansar, quantas pessoas sairão magoadas? Quantas promessas você quebrará quando, finalmente, cansar de ser alguém que você não é? Sejamos francos com nós mesmos, não existe essa de mudar por alguém. Pode até ser que você encontre uma pessoa que faça a mudança ser interessante, ela será o ponta pé, nunca a razão. A razão é você, aliás, está dentro de você. Se não achar algo convincente nisso tudo, se olhar ...

Aclaramento

Falo demais, sinto demais, rio demais. Sou a personificação do exagero. Não consigo separar o que seria uma ótima história de um simples fato do cotidiano, é por isso que tudo parece tão pessoal por aqui. Quiçá alguma linha seja tão sua quanto minha. Lamentavelmente, minha cabeça não é tão boa para bolar crônicas interessantes, então não existem textos diários, poemas semanais ou qualquer outra coisa assim. Eu só escrevo quando sinto meus dedos vomitando palavras no teclado, quando a inspiração é tanta, que monta frases e palavras em poucos minutos e eu penso que seria uma lástima guardá-las dentro de mim. Ou melhor, sou tanto em tantas coisas, que a minha sentença é não guardar sentenças. Talvez eu esteja fazendo disso, um amontoado de emoções próprias.Todavia, quem liga? Aliás, quem lê?!